O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 13/06/2021
Uma pesquisa do IBOPE em 2018 apontou que 14% da população se declara vegetariana equivalendo a 30 milhões de pessoas que excluíram a carne de sua alimentação.
Mais de 55% das pessoas disseram que consumiriam produtos vegetarianos se eles estivessem melhores indicados nas embalagens ou se o preço fosse o mesmo dos outros produtos. Além dessa prática ser muito bonita e ética é muito bom para quem busca uma alimentação mais saudável e sustentável. Por um lado, o reconhecimento dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde é cada vez maior, com grandes organizações - como a Organização Mundial de Saúde - se pronunciando sobre os riscos do consumo elevado de carnes. Por outro lado, o crescimento no número de pessoas que opta por excluir as carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é impulsionado pela preocupação crescente da população com os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão as preocupações com o impacto ambiental negativo da pecuária e a indignação com as condições de vida impostas aos animais usados nos processos de produção.
De fato, uma pesquisa do Datafolha de 2017 já havia mostrado que 63% dos brasileiros quer reduzir o consumo de carne. Seguindo as mesmas tendências, em todo o mundo há empresas e investidores começando a mudar de rumo, com investimentos crescentes no setor de proteínas vegetais e de substitutos às carnes, leite e ovos.
Nomes famosos, como Bill Gates, Richard Branson (da Virgin) e Sergey Brin (do Google) apostam no crescimento do setor. As estimativas apresentadas na pesquisa do IBOPE revelam que as oportunidades de negócios são também enormes para as empresas e investidores brasileiros atentos a estes dados. Segundo Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, “o vegetarianismo está deixando de ser uma escolha de uma parcela restrita da população, para rapidamente ocupar posição central na mesa dos brasileiros”.