O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 18/06/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento lento do vegetarianismo no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão eminente. Todavia, para que haja uma reversão desse quadro, faz-se imperiosa a análise de fatores como a influência da mídia e excesso de emissão de gases estufa.
Diante desse cenário, deve-se ressaltar a influência midiática como propulsor do crescimento do vegetarianismo entre os brasileiros. Segundo o filósofo Allen Ginsberg “quem quer que controle a mídia, as imagens, controla a cultura". Nesse sentido, é valido mencionar que existe diversos influenciadores que mentorizam indivíduos que querem obter esse estilo de vida, no qual muitas vezes começam por “modinha”. Entretanto, a alimentação sem a injeção de carne deve ser suprida com os mesmos nutrientes contido nela -como Ferro, Zinco, Fósforo- o que muitas vezes não é informado aos que irão adquirir esse modo de vida. Em síntese esses confrontos devem ser superados imediatamente para que a influência da mídia não interfira na saúde dos indivíduos.
Ademais, é fundamental apontar o excesso de emissão dos gases estufa como consequência da pecuária bovina. De acordo com pesquisa divulgada pelo site mundo educação, a pecuária bovina é responsável pela emissão de pelo menos 50% dos gases-estufa, principalmente do gás carbônico (CO2) e do metano (CH4), sendo o Brasil o maior exportador de carne no mundo. Diante do exposto, é necessário salientar que quanto menos carne for comprada menos será produzia, dessa forma o meio ambiente será preservado. Além disso, a consciência desses fatores está cada vez maior, assim o número de pessoas vegetarianas cresceu junto ao conhecimento. Á vista disso, são necessárias medidas para diminuição da produção de carne.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se enfrentar esses obstáculos referente ao crescimento do vegetarianismo. Para isso é imprescindível que o Ministério do meio ambiente, por intermédio das escolas, abra um espaço para palestras sobre os benefícios do veganismo, com auxílio de psicólogos e nutricionistas, a fim de orientar incentivar a diminuição do consumo de carne. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.