O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 30/06/2021
Nas redes sociais existe uma “hashtag” famosa chamada “segunda sem carne”, na qual incentiva as pessoas a ficar um dia da semana sem comer carne para mostrar os impactos positivos no mundo. No Brasil, o vegetarianismo aumentou, em 6 anos, mais de 50%, segundo uma pesquisa do IBOPE de 2019. Questões como vida saudável, sofrimento de bichos e maiores oportunidades são fortes contribuintes para essa prática. Dessa forma, evidencia-se que, além da preocupação com a saúde, o crescimento do vegetarianismo ocorre pela maior adesão à causa animal e ambiental e pela maior facilidade atual de encontrar produtos e serviços para os queiram seguir esse caminho.
Em primeiro plano, observa-se que o aumento da paralização do consumo de carne no país é decorrente de uma maior preocupação com os animais e com o meio ambiente. Nesse viés, há divulgação de hipóteses de ruínas por parte da mídia, por documentários adquiridos pelo site “netflix” e por influenciadores digitais, como a “Luiza Mel”, dona de uma ONG. Tais hipóteses são: maus tratos de animais, abatedouros clandestinos, criação de bois, porcos e frangos de forma amontoada e exploração de galinhas e vacas, até por grandes empresas. Logo, precisa-se mudar essa realidade, punindo os responsáveis e deixando de comprar nessas indústrias.
Ademais, um fator essencial para o contínuo crescimento do vegetarianismo no Brasil é o grande número de ofertas de produtos específicos para esse público. Como exemplo, pode-se citar restaurantes exclusivos, cosméticos não testados em animais e nutricionistas especializados. Há também produtos que imitam comidas de origem animal, como hambúrguer de soja, leite vegetal e churrasco de legumes. Soma-se a isso a grande repercussão de programas de culinária não convencional na televisão, como “Bela Cozinha”, do canal GNT, utiliza que alimentos majoritariamente veganos. Assim, não comer carne está mais cômodo do que no século passado.
Medidas, portanto, são ponte para auxiliar o vegetarianismo no Brasil e atender às suas demandas. ONGs, por meio de associações com meios midiáticos, podem realizar campanhas na TV e na internet sobre as vantagens do veganismo e do vegetarianismo e sobre o panorama atual da indústria da carne, incentivando denúncias e movimentações em prol de mais justiça, a fim de obter mais aceitação e respeito pela sociedade, tanto para quem não vem carne quanto para os animais. Além disso, os governos estaduais podem criar projetos para levar mais oportunidades à cidades pequenas e interioranas de serviços vegetarianos, como restaurantes e lojas, para atender às necessidades do público crescente.