O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 07/07/2021

A revolução de não comer bichos

No início do ano de 2020 o governo Chinês anunciou que um novo vírus altamente contagioso, havia surgido num mercado de carnes exóticas do país. Esse fato iniciou uma série de discussões sobre o consumo de animais e derivados ao redor do mundo, e suas possíveis consequências para a saúde humana a longo prazo. Ao mesmo tempo, alguns benefícios do vegetarianismo (como a redução dos impactos ambientais e o estímulo ao produtor local) vieram à tona.

Visto que a atividade que mais consome água potável no mundo é a pecuária, segundo o documentário “cowspiracy” da Netflix, ingerir carne está diretamente ligado com a crise hídrica do planeta. Por conseguinte, o vegetarianismo não é apenas sobre amor aos animais, mas também sobre cuidado com o meio ambiente.

Além disso, as virtudes de não comer carne podem atingir também a economia interna do país. Uma das pautas vegetarianas é a elitização do movimento, entretanto se houvesse apoio para que os produtores locais e familiares vendessem suas colheitas nas cidades, o preço dos legumes e verduras seriam mais em conta, aquecendo a economia de base e favorecendo uma boa alimentação às camadas mais pobres.

Entretanto, essa mudança de hábitos pode ser um processo mais demorado para algumas pessoas, por isso, reduzir o consumo lentamente é uma alternativa. A organização “Segunda Sem Carne” vem ganhando cada vez mais espaço na internet, na “hashtag” do Instagram que leva o mesmo nome da página, é possível encontrar milhares de usuários compartilhando receitas sem carne.

Em síntese, ser vegetariano é cuidar do seu corpo, e da sua casa (a Terra) e deve ser incentivado. O Ministério da Saúde juntamente com a Associação de Médicos deveriam criar um programa de apoio para a comunidade vegetariana, prestando o suporte necessário através do SUS e informativos combatendo falsas notícias sobre o tema.