O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 12/07/2021
Recentemente, em decorrência da crise econômica brasileira, muitos produtos tiveram um aumento de preço considerável. Dentre esses produtos, as proteínas de origem animal foram os que mais tiveram ajustes. Segundo o Instituto Brasileiro Geografia e Estatística, as carnes tiveram um variação, para mais, de cerca de 32% em 2019. Diante disso, muitos têm adotado dietas alternativas para enfrentar a carestia. O vegetarianismo é uma dessas alternativas, pois traz dois grandes benefícios: é uma alimentação mais rica em nutrientes e tem menor impacto ambiental.
De início, vale ressaltar que dietas com restrição de carnes podem conter tanta ou mais proteínas que a alimentação convencional. Para a nutricionista Annie Bello, o não consumo de carnes não acarreta prejuízos à saúde do corpo, uma vez que existem leguminosas, como o feijão e a soja, ricas em proteínas que podem cumprir a função das proteínas animais no organismo. Ademais, o consumo exclusivo de vegetais tende a nutrir melhor o corpo, pois as plantas comestíveis são ricas em micronutrientes e vitaminas, o que é um fator positivo para a saúde.
Além disso, a produção de vegetais é muito menos onerosa para o meio ambiente, pois não demanda tantas terras como a pecuária e não produz gás metano, um dos maiores vilões do efeito estufa. No documentário “Cowspirancy”, são apontados diversos dados que apontam a insustentabilidade da dieta onívora para o planeta, já que a produção de carnes para atender toda a população demandaria uma quantidade de terras e recursos hidrícos indisponíves em um só planeta terra. Desse modo, percebe-se que o vegetarianismo constitui uma maneira eficaz de se conter o avanço do aquecimento global, pois é uma alimentação com menor pegada ecológica.
Portanto, para que os benefícios do vegetarianismo no Brasil sejam extendidos a mais pessoas, faz-se mister que o Governo Federal fomente dietas sem proteínas de origem animal. Para tal, o Presidente da República, por meio de lei, institua campanhas de divulgação de dietas alternativas a serem veículadas em grandes meios de comunicação, como a internet e televisão. Essas campanhas devem ser eleboradas por especialistas no tema como nutricionistas, psicólogos e economistas e devem apontar os benefícios do menor consumo de carne. Dessarte, os benefício de uma alimentação mais saudável estarão disponíveis a uma maior parcela da populaçâo.