O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 13/07/2021

O acelerado crescimento da população vegetariana no Brasil tornou-se um assunto bastante abordado e palco para debates. Nesse ínterim, muitos defendem a alimentação restrita de carnes animais como a mais saudável, enquanto outros discordam radicalmente.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a influência das redes sociais como propagadora do estilo de vida. Ao se deparar com influenciadores digitais e profissionais da saúde apresentando o tema vegetarianismo como algo benéfico nos meios de comunicação e entretenimento, o brasileiro pôde ter acesso a novas informações de alternativas mais saudáveis ​​e sustentáveis ​​de alimentação. Ao retirar a proteína animal do consumo diário, muitos benefícios são evidenciados, como por exemplo a melhora no condicionamento físico e a diminuição dos níveis de colesterol.

Ademais, é fundamental apontar as vertentes ecológicas do vegetarianismo. De acordo com uma pesquisa da universidade de Yale, a produção de carne vermelha tem um impacto ambiental muito maior em comparação a outros tipos de carne. Gidon Eshel, líder da pesquisa, afirma que “comer menos carne vermelha reduziria mais a pegada de carbono do que desistir de se locomover de carro”. O desmatamento também é consequência do consumo exacerbado de carne. Segundo informações divulgadas pela ONU, somente no Brasil, mais de 80% do desmatamento entre 1990 e 2005 foi realizado para suprir a demanda do consumo de carne.

Depreende-se, portanto, a acessibilização dos dados e informações sobre a produção de carne no Brasil, por meio de jornais e meios de comunicação, a fim de sensibilizar a população quanto ao meio ambiente e os animais. Incluir no cardápio, das escolas e instituições públicas, opções vegetarianas e organizar projetos sociais nas escolas e comunidades com o intuito de informar os malefícios da alimentação carnívora ao meio ambiente e o próprio. Assim, consolidarar-se uma sociedade saudável e consciente, em harmonia com o meio natural.