O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 04/08/2021

De acordo com dados da ANA, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a pecuária é reponsável por cerca de um terço do consumo da água brasileira. Não obstante deste cenário, é notório como a criação de animais pode ser prejudicial para o meio ambiente. Desse modo, denota-se a importância do crescimento do vegetarianismo no Brasil, questão que possibita não só o aumento da sustentabilidade ambiental, como também o desenvolvimento econômico gerado por um novo tipo de mercado.

Em primeira instância, cabe analisar o perfil ecosustentável do consumo de alimentos de origem vegetal. Segundo pesquisas do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1 quilo de carne bovina gasta, em média, 17 mil litros de água para ser produzido. Logo, em vista destes dados alarmantes, nota-se o quão primordial é o rompimento do consumo alimentício de fontes animais para o equilíbrio do meio ambiente, pois o uso exarcerbado dos recursos hídricos pode instabilizar os bens naturais que caracterizam o território brasileiro e fragilizar os diferentes ecossistemas presente no país.

Em segundo lugar, vale ressaltar como o mercado de produtos de origem vegana pode influenciar positivamente o comércio nacional. Henry Ford, célebre empresário estadunidense, em um de seus muitos conceitos, afirma que economia não está associada à poupança de dinheiro, mas sim à sabedoria empregada ao gastá-lo. Dessa forma, em consonância com o ideal do comerciante norte-americano, o investimento no setor do vegetarianismo pode gerar importantes estímulos no cenário econômico, visto que é um estilo de vida que tende a crescer com o passar do tempo e impulsiona a descoberta de novos tipos de demanda para os cidadãos.

Depreende-se, portanto, com base na problemática debatida, a necessidade do governo, por meio de uma parceria com ONGs, as Organizações Não Governamentais, criar um programa publicitário, em especial nas redes sociais, que propague e estimule conceitos vegetarianos, a fim de que o número de produtos de origem animal diminua e, por conseguinte, o prejuízo ao meio ambiente. Ademais, cabe ao Ministério da Economia, por intermédio de uma associação com organizações privadas, financiar projetos que aumentem o número de bens comuns de fonte vegetal, com o intuito de que setores como a pecuária diminuam seu consumo e ideais como os de Henry Ford sejam adotados pela população.