O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 14/09/2021
O vegetarianismo é baseado no consumo de alimentos que não envolvam carnes ou derivados deste, porém, defendem que os subprodutos dos animais devem ser utilizados pelo homem. Esta forma de vida, no Brasil, cresceu significativamente, cerca de 75% entre 2012 e 2021, o que permite a compreensão de que o brasileiro vem buscando melhores opções para alimentação, baseadas, não só no gosto, mas no aumento do bem-estar. Isso evidencia-se não só pelo prejuízo que o consumo de carne e seus derivados pode ocasionar, como também pelo fato de poder comprometer a saúde em muitos âmbitos. Nesse sentido convém analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para tais impasses.
Inicialmente, entende-se que os prejuízos altos gerados pela criação de animais de corte é uma das principais causas do vegetarianismo crescer no Brasil. De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), para produzir 1 quilo de carne são precisos 15 mil litros de água, porém, para cultivar a mesma quantidade de cereais, são necessários 1,3 mil litros de água. Logo, fica visível que a criação de animais de corte não é vantajosa para os produtores e para o meio ambiente, pois, grande parte da água potável, cerca de 97,4% da demanda total do Brasil é destinada à agropecuária, conforme o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).
Outro ponto de destaque é que a saúde pode ser comprometida por conta do consumo excessivo de carne, podendo ocasionar o aumento da massa muscular, disfunção intestinal, diminuição da longevidade, maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e manifestação de novas enfermidades nos consumidores. Em concordância com a Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1940, cerca de 70% das enfermidades ocorridas são de origem animal. Consequentemente, percebe-se o quão desvantajoso para a saúde humana pode se tornar a utilização da carne na alimentação.
Por conseguinte, faz-se necessária a resolução para esses problemas. Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Meio Ambiente (MMA), com o Conselho Federal de Nutrição devem conscientizar a população, expondo dados estatísticos sobre as desvantagens de consumir carne embasados em âmbitos de baixa lucratividade e a falta de contribuições para a ecologia, através de palestras presenciais e onlines e podcasts, com a participação e engajamento ativo da sociedade brasileira. Dessa forma, objetiva-se diminuir os gastos com a agropecuária, promovendo melhoria na saúde populacional e auxiliando na preservação ao meio ambiente, minimizando o consumo de carne.