O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 22/09/2021
O vegetarianismo se destaca por ser uma dieta sem a presença de carne, e a escolha por esse estilo de vida pode estar relacionado com a saúde, sustentabilidade e ao amor pelos animais. No entanto, segundo recomendações médicas, toda dieta restritiva pode gerar prejuízos à saúde humana e por isso deve ser suplementada. Logo, cabe ao governo conscientizar a população sobre os impactos negativos dessa alimentação, bem como orientar-los sobre a ajuda profissional para auxiliar no balanceamento necessário dos alimentos.
Na carne estão presentes diversos aminoácidos essenciais para o metabolismo humano e é também a principal fonte da vitamina B12, importante para o bom funcionamento do sistema nervoso. Porem, devido aos grandes impactos negativos ao meio ambiente e à saúde que a pecuária extensiva causa, o ideial de sustentabilidade sobressaiu aos benefícios que esse alimento trás. Essa cadeia de produção é responsável pela emissão de grande quantidade de metano, por gastos gigantesco de água nos frigorificos e pela utilização de grandes fontes de terra para criação de gado. Em conjunto, desde o contexto histórico da Revolução Verde em 1966, com a intensificação da agricultura destinada a produção de grãos para ração animal, com inclusão de maquinário e insumos agrícolas, intensificou-se o número de animais por metro quadrado bem como a bioacumulação de agrotóxicos na cadeia alimentar, tornando relevante a escolha dos vegetarianos.
Outra justificativa levantada por essa classe esta relacionada a ideia de Bem-Estar Animal e como uma forma de produção infringe essa diretriz. De acordo com o conceito, aplicado pela primeira vez na Inglaterra, pelo Ministério da Agricultura em 1965, todos os animais devem possuir como cinco liberdades, livres de fome, medo, sede, desconforto e ser capaz de expressar seu comportamento natural. No entanto, para maximizar a produção, o modelo produtivista prioriza o metodo intensivo, onde os animais são criados em galpões fechados, com o maior número de opções possíveis, com alimentação, clima e mobilidade controlada. Essas informações junto com imagens e vídeos da forma de criação, são divulgados nas mídias sociais e sites de pesquisa, gerando desconforto em uma parcela da população, que como forma de protesto, optam por não consumir carne na sua dieta.
Dessa forma, cabe as Secretárias de Saúde a distribuição de cartilhas educativas nas escolas, televisão e mídias sociais sobre a importância da vitamina B12 e dos aminoácidos essenciais, além outras fontes para obter esses insumos. Em conjunto, disponibilizar nos postos de saúde nutricionistas e nutrólogos para acompanhar pacientes com essa dieta e auxiliar no seu balanceamento. Dessa forma, previni-se os prejuízos que a falta de carne pode causar nessa parcela da população.