O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 06/10/2021

O período Neolítico foi marcado por diversas transformações na vida dos hominídeos, principalmente devido ao abandono do nomadismo, que favoreceu o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, resultando no aumento do consumo de carne pela espécie humana. Analogamente, no Brasil, apesar das atividades de criação de animais terem sido altamente lucrativas ao longo da história, a prática do vegetarianismo vem se popularizando e sendo aderida como um estilo de vida, fazendo com que essa pauta mereça devida atenção, sejam pelas melhoras ambientais, sejam pelos impactos econômicos.

Primeiramente, a esse respeito e levando-se em consideração a ideia proposta por Hobbes, de que o homem é o principal responsável pelos males que afetam sua própria espécie, percebe-se que a diminuição do consumo de carne animal nos lares brasileiros, gera um impacto positivo no meio ambiente. Tal fenômeno pode ser evidenciado diante da observação das grandes áreas rurais destinadas às atividades pecuárias, muitas vezes advindas de regiões desmatadas para tornarem-se local de pastagem, além de serem grandes emissoras de gás metano, que contribui para o aquecimento global, resultando no descaso para com o meio ambiente e no agravamento de mudanças climáticas. Dessa forma, é evidente que o pensamento do filósofo é verdadeiro, pois o incentivo a essa prática resulta em melhoras significativas à natureza.

Além disso, mesmo que a popularização do vegetarianismo traga consequências favoráveis à preservação do meio ambiente, é preciso que se entenda como a estagnação da indústria agropecuária prejudica o progresso da nação. Esse fenômeno pode ser explicado pela Terceira Lei da Física, proposta por Newton, em que toda ação gera uma reação, desse modo, entende-se que um país em desenvolvimento, cuja base econômica é a agroexportação, necessita de um grande mercado consumidor, bem como uma demanda internacional de matéria-prima e bens naturais, que são extraídos do território brasileiro e integram a maior parte do produto interno bruto nacional, tornando-se essencial ao crescimento estatal. Logo, pode-se fazer jus ao pensamento do cientista, pois a dependência financeira no setor primário, pode vir a gerar uma crise com sua despopularização.

Portanto, tendo em vista os fatores socioeconômicos que abrangem a popularização do vegetarianismo, o Governo Federal, no papel do Ministério da Agricultura e Pecuária, deve promover centros de educação e pesquisa sobre o tema, por meio da contratação de profissionais da área da saúde, com a participação de membros do setor primário que ajudarão no controle financeiro, para que haja uma mudança na mentalidade.