O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Ainda no século XXI, o aclamado documentário “Cowspiracy” procurou trazer ao mundo o questionamento do quão sustentável é o consumo global de alimentos derivados de animais, bem como expondo animais a situações de crueldade no processo de agro-pecuária intensiva. Dessa forma, e também no Brasil, milhões de pessoas têm adotado a causa vegetariana, ou até vegana. A partir desse viés, é importante discutir de que forma se deu a massificação de hábitos alimentares relacionados à carne - intrínsecamente interligado à prática do vegetarianismo, e porque esse número tem aumentado tanto nos últimos anos.
Em primeiro momento, é necessário notar que desde a origem, seres humanos são adaptados para o consumo de carne, necessário nos tempos antigos, quando ainda não havia o domínio de técnicas agrícolas. Desde então, e seguindo até a recente globalização, como sugerido pelo geógrafo Milton Santos, esses hábitos e costumes seguiram com a humanidade, e tomaram uma dimensão muito maior, que consigo trazem uma gama de prejuízos para o meio-ambiente, prova disso é a crescente emissão de gás metano na atmosfera a partir da criação de gado.
Consequentemente, organizações ambientais vem alertando que tal excesso, caso não monitorado, pode resultar em catástrofes irreversíveis ao planeta terra, o que já era observado pelo filósofo Francis Bacon no século XVII, citando “Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe.” e os dados comprovam: quase 92% das pessoas em todo o mundo não respiram ar limpo. E cada vez mais pessoas, ao se conscientizarem, adotam estilos de vida que, coletivamente, visam reduzir o impacto que essa indústria vem causando, que é o caso dos vegetarianos, com números que somente aumentam em todos os países ao redor do globo.
Dessa forma, vê se necessário que o Ministério do Meio Ambiente, em sintonia com as redes sociais - dada sua ampla capacidade e alcance - demonstre, a partir de propagandas no meio de comunicação, que o vegetarianismo é uma opção acessível e oportuna para reduzir tais riscos no ambiente, e desencoraje a mentalidade de que o consumo de carne é o único possível para nossa nutrição, e quem sabe assim, um mundo em que documentários como “Cowspiracy” são necessários, não existirá.