O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 13/11/2021
O grande matemático e filósofo grego Pitágoras pregava a não crueldade para com os animais. Ele observara que as vantagens de uma alimentação vegetariana eram enormes, focando que o abate de animais para consumo empobrecia a alma das pessoas. Diante disso, observa-se na conjuntura contemporânea o reconhecimento destes mesmos valores de Pitágoras ligados ao aumento do vegetarianismo no Brasil. Isso ocorre, seja pela revolução informacional desmistificando uma dieta sem carnes, seja pela valorização e sensibilidade com a vida animal.
Primordialmente, acerca da lógica referente a esse estilo de vida, é válido retomar o aspecto supracitado referente ao papel da tecnologia na desmistificação da dieta sem proteína animal. No passado, era mais difícil o acesso às informações confiáveis de alimentação, além destas serem menos disseminadas ou manipuladas pelos interesses da indústria bilionária da pecuária. Com o avanço da indústria 4.0 em que todos estão conectados e têm acesso às informações específicas e com grande profundidade, isso somado ao crescente número de pesquisas sobre saúde alimentar, a sociedade sentiu confiança para alterar seu estilo de vida carnívoro, assim, adotando uma dieta balanceada com todos os nutrientes necessários, embasada na ciência. Prova disso são influenciadores digitais desde modelos profissionais até atletas olímpicos com alimentação a base de plantas. Mostra-se, assim, a desconstrução de um modelo de alimentação único e dependente da carne.
Ademais, vale ressaltar o olhar humano sensível, para com os outros animais, dos adeptos ao vegetarianismo como outro fator que contribui para o aumento desse novo hábito alimentar. O documentário “Explicando”, transmitido pela Netflix, inicia-se com um enunciado chocante: a cada 10 segundos, a humanidade mata 24 mil animais para se alimentar, o que dá 75 bilhões anualmente, ou seja, um número massivo de animais em sofrimento e que, em muitos casos, são processos de abate dolorosos que envolvem lancinantes expedientes de exploração animal. Além disso, na pesquisa IBOPE realizada em 2018, 78% dos jovens afirmaram o sofrimento animal como o fator que mais influenciou sua mudança de dieta. Logo, é evidente que a compaixão com os animais é um grande fator impulsionador da mudança de hábito alimentar, haja vista que a falta dela diminui muito este aumento.
Portanto, é mister uma ação governamental com associação da sociedade como um todo para amenizar o sofrimento animal e incentivar uma alimentação menos dependente de carnes. Cabe ao governo federal disponibilizar, por meio de verbas governamentais, palestras de nutrição incentivando a diversidade alimentar nas escolas e faculdades, a fim de elucidar a sociedade a viver em mais harmonia com os animais. Assim, a sociedade poderá enrquecer sua alma e vivenciar os valores pitagóricos.