O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 15/11/2021
O Brasil é um dos países que mais consomem carne. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país ocupa o 5º lugar no ranking mundial, com um consumo per capita médio de 78 kg por ano. Uma pesquisa inédita feita pelo Ibope e encomendada pelo Good Food Institute Brasil, no entanto, revelou que quase metade (47%) dos brasileiros reduziu o consumo de carne em 2020.
Cada vez mais as pessoas têm se atentado aos efeitos que seus hábitos provocam na sua saúde e no planeta. Segundo dados divulgados pelo Observatório do Clima em 2017, o agronegócio é responsável por cerca de 76% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil.
Além da questão ambiental, a preocupação por um modo de vida mais saudável é outro fator que tem impulsionado a mudança de costumes. De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, a dieta vegana tende a diminuir o risco de câncer, diabetes, obesidade, entre outras doenças.A última pesquisa Ibope sobre o assunto, realizada em 2018, aponta que cerca de 30 milhões de brasileiros são vegetarianos. O resultado indica um crescimento de 75% em relação a 2012, quando cerca de 8% da população se declarou adepta do vegetarianismo.
Em resposta à esse “boom” do vegetarianismo e veganismo, gradativamente as empresas têm se adaptado à essa nova realidade de alguns brasileiros. Além da criação de marcas específicas para esse público, seja no setor alimentício, de vestuário, ou cosméticos, marcas já existentes, como a empresa de cosméticos Natura e a rede de fast food Burger King, têm incluído em seus catálogos uma alta gama de produtos veganos e vegetarianos.
Sendo assim, cabe à mídia o papel de impulsionar a divulgação dos benefícios de tais dietas. Movimentos já comuns nas redes sociais, como o #SegundaSemCarne, que tem como objetivo estimular o não consumo animal por um dia na semana, devem ser mais explorados e mostrados. Por meio de campanhas publicitárias e propagandas em locais acessíveis. A fim de que mais pessoas tenham acesso a informações, e possam, gradualmente, diminuir o consumo de carne e seus derivados.