O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 05/08/2022
Segundo Paul McCartney “se abatedouros fossem de vidros, todos seriam vegetarianos”. Diante dessa frase, percebe-se um aumento no número de vegetarianos nos últimos anos, graças ao princípio ético e a percepção no senso de responsabilidade na vida animal e para o planeta.
Nesse viés, as pessoas estão compreendendo o impacto que têm na indústria da carne e no meio ambiente. Paralelo a isso, é importante entender o conceito de especismo, isto é, o achismo de que um animal (nesse caso, o ser humano) é superior a outro (o animal). Nesse sentido, o documentário Terráqueos mostra as atrocidades que acontecem com os animais até chegar no prato dos brasileiros. O sofrimento, confinamento e a exploração fazem parte do “sabor delicioso” da carne. Consequentemente, a sociedade assimilou que os animais não foram feitos para suprir e sustentar os interesses humanos.
Outrossim, reduzir o consumo de carne oferece qualidade de vida sem exploração animal e ambiental. Nesse contexto, vegetarianos têm menos riscos de desenvolver doenças crônicas, hipertensão, câncer e obesidade. Desse modo, segundo a Organização Mundial de Saúde, carnes processadas estão no mesmo grupo que cigarros e plutônio, além disso, a cada cem gramas de carne vermelha consumidas, as chances de desenvolver câncer aumentam em 19%. Por conseguinte, uma saudável busca diminuir a ingestão de alimentos de origem animal.
Logo, se abatedouros realmente fossem de vidro, animais não seriam tão explorados em busca de um prazer momentanêo. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, incentivar o consumo de uma alimentação baseada em plantas, por meio do projeto Segunda Sem Carne em instituições de ensino, criado pela Sociedade Brasileira de Vegetarianismo, com o fito de proporcionar bem-estar desde a infância, assim, sendo possível construir um país com baixos números de problemas de saúde a longo prazo.