O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 13/10/2022
Na Pré-história, antes mesmo do controle absoluto do fogo, os hominídeos consumiam frutas, folhas e sementes. Nesse estilo de vida, embora existisse a caça de animais pequenos, a dieta de base vegetariana era, de fato, predominante. Na contemporaneidade, com o desenvolvimento industrial, o consumo de vegetais foi reduzido, na medida em que, ao contrário das sociedades antigas, os alimentos de origem animal ganharam espaço. Dessa forma, devem-se analisar as causas do aumento do vegetarianismo no Brasil, bem como as suas consequências.
Diante disso, é notado que, nos últimos anos, vem sendo questionado o consumo de alimentos de origem animal. Nesse sentido, visto que a produção de carne está atrelada a impactos ambientais, o vegetarianismo surge como uma forma de garantir nutrientes à pessoa e, além disso, reduzir efeitos ao planeta. A ilustrar, para a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS), a adesão à alimentação exclusivamente vegetal reduziria, a longo prazo, a emissão de gazes do efeito estufa. Com esse enfoque, o vegetarianismo visa preservar o meio natural, de forma que, como a dieta das espécies humanas antigas, o papel da carne seja substituído por alimentos ecologicamente corretos. Destarte, o vegetal deve estar em primeiro plano.
Contudo, a Revolução Verde - momento crucial do desenvolvimento agrícola ocidental - acentuou a produção de alimentos, porém relegou sua qualidade. Para isso, o agrotóxico foi explorado de forma a sempre garantir o lucro extremo. De fato, as consequências de seu uso são notadas na acumulação na cadeia alimentar. Por exemplo, embora abolido no Brasil, o DDT, um tipo de pesticida plástico, fica no corpo após sua ingestão, causando graves doenças. Dessarte, medidas são necessárias para que o vegetarianismo se torne efetivamente saudável.
Portanto, por meio de um controle extensivo, o Ministério do Meio Ambiente - órgão regulador das práticas ambientais no Brasil - deve exigir que empresas reduzam a liberação de dióxido de carbono à atmosfera, de forma a garantir que a produção de alimentos tenha um rigor ambiental. Ademais, o Ministério da Agricultura deve reduzir a quantidade de agrotóxicos disponíveis. Assim, será possível permitir que o vegetarianismo seja adequadamente legitimado.