O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 15/08/2025

“A tecnologia move o mundo”, declarou Steve Jobs, fundador da Apple, evidenci-ando as monumentais mudanças sociais e políticas no mundo causadas pelo avan-ço do conhecimento técnico. No entanto, nem toda descoberta é utilizada da me-lhor forma, uma vez que o vício em celulares se tornou um problema para o Brasil. É preciso, portanto, analisar as razões do óbice: a incompetência estatal e a falta de indignação da população.

Diante desse cenário, a irresponsabilidade do governo é um obstáculo para o país. Nessa ótica, de acordo com Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessá-ria como forma de auxílio aos indivíduos. Entretanto, o Estado falha no seu papel, sendo ineficaz na prevenção de maus hábitos, como o vício em celulares, devido a falta de uma educação que promova virtudes, entre elas a disciplina e a concentra-ção. Dessa forma, infelizmente, a população fica à mercê das distrações, contribu-indo para a dependência nos aparelhos eletrônicos.

Ademais, a relação entre a permanência do óbice e a falta de indignação do po-vo é notória. Sob esse viés, o escritor Oscar Wilde explica a condição para mudan-ças sociais: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” Logo, como o desagrado é essencial para uma melhora, a conscien-tização — uma vez não ser possível se incomodar com o desconhecido — é indis-pensável. Contudo, a maior parte dos brasileiros é tristemente ignorante, e, por conseguinte, indiferente em relação ao problema do vício em celulares, corrobo-rando a com sua existência.

Urge, em suma, uma intervenção. Cabe, então, ao Estado, principal promotor do bem-estar social, popularizar vídeos explicando as consequências da adição aos aparelhos eletrônicos, como a solidão e a procrastinação, por meio das redes soci-ais, meios de comunicação dominantes do século XXI. Tal medida tem como finali-dade a conscientização das pessoas para, posteriormente, tornar possível a ameni-zação do revés. Por fim, a tecnologia poderá mover o mundo como uma ferramen-ta, e não como uma droga.