O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 01/09/2025

Na contemporaneidade, a difusão das tecnologias digitais consolidou-se como um dos principais marcos sociais, fenômeno que o filósofo canadense Marshall McLuhan denominou de “aldeia global”. Nesse cenário, observa-se, no Brasil, o aumento do vício em celulares, impulsionado pela centralidade desses aparelhos na vida cotidiana. Esse quadro é preocupante, visto que acarreta consequências negativas tanto para a saúde mental quanto para as relações sociais presenciais.

Nesse sentido, é importante destacar os prejuízos do uso excessivo de celulares para a saúde psicológica da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a dependência tecnológica está relacionada a transtornos como ansiedade e depressão, especialmente entre jovens. No Brasil, pesquisas apontam que o tempo médio diário de uso de smartphones ultrapassa sete horas, o que limita atividades essenciais, como o sono adequado e a prática de exercícios físicos. Assim, a hiperconexão compromete o bem-estar individual e intensifica quadros de adoecimento mental.

Além disso, o crescimento do vício em celulares fragiliza os vínculos sociais presenciais, substituídos por relações virtuais superficiais. De acordo com Hannah Arendt, a vida pública e o diálogo são fundamentais para a manutenção da esfera democrática e da empatia coletiva. Todavia, no contexto brasileiro, a preferência pelo convívio digital enfraquece a comunicação direta, reduzindo a capacidade de escuta e de interação autêntica. Desse modo, a priorização das telas em detrimento do contato humano prejudica a coesão social e o fortalecimento de comunidades.

Portanto, o aumento do vício em celulares no Brasil exige medidas efetivas de enfrentamento. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com instituições escolares, deve promover campanhas educativas sobre o uso equilibrado das tecnologias, por meio de palestras, cartilhas informativas e conteúdos em redes sociais, com linguagem acessível e atrativa. Essa ação visa estimular hábitos saudáveis e valorizar o convívio presencial, contribuindo para a melhoria da saúde mental e para o fortalecimento das relações sociais no país.