O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 19/09/2025

Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Diante dessa perspectiva, o aumento do vício em celulares no Brasil se apresenta como um dos “nós” à serem desatados na sociedade. Em suma, caminhos que favorecem esse quadro são a gegligência parental, bem como o potencial adictivo dos celulares.

Diante desse cenário, é imperativo pontuar a negligência parental como promotora do impasse. Assim, desde cedo os pais oferecem fácil acesso de forma integral à celulares, tablets e computadores aos seus filhos, o que gera uma dependência desde à infância, que se perdura até a vida adulta. Segundo o filósofo Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”. Para ele, a qualidade de vida tem tamanha importância que supera a da própria existência. Logo, se evidencia que o vício em celulares afeta negativamente a qualidade de vida dos indivíduos, os quais deixam, muitas vezes, de fazer atividades que movimentem o corpo para usar o celular.

Ademais, é importante apontar o potencial adictivo dos smartphones como colaborador do empecilho. De acordo com Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”. Partindo desse presuposto, o corpo social segue esse caminhar tecnológico se mostrando no uso exacerbado dos celulares. Desse modo, ao mover o mundo, a tecnologia trás consigo um potencial de vício muito grande, pois os celulares apresentam múltiplos estímulos rápidos que liberam uma carga alta de Dopamina no cérebro (neurotransmissor responsável pela sensação de prazer). Em síntese, os usuários dos smartphones tendem ao uso indiscriminado desse objeto.

Portanto, um conjunto de medidas precisam ser tomadas para que a problemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência parental e o uso abusivo dos celulares, o Estado deve investir em campanhas publicitárias -em redes sociais, televisão e internet-, por meio de parceria com o Ministério da Educação. Tal iniciativa, terá a finalidade de incutir na sociedade as consequências negativas do adictismo em celulares, gerando uma mudança comportamental. Só assim esse “nó” será desatado, como descrito por Barão de Itararé.