O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 22/09/2025
A Primeira Revolução Industrial ocorrida na França no ano de 1760 e as sucessivas revoluções impactaram a vida de todo mundo em vários sentidos, sobretudo, nos quesitos de acomodação e conforto devido as inovações tecnológicas. Entretanto, tal prerrogativa na prática foi levada ao extremo, posto que milhares de pessoas tornaram-se extremamente dependentes dessas inovações, que é o caso dos dispositivos celulares no território brasileiro. Isto é aterrorizante, tendo em vista que trata-se do bem-estar e integridade de parcela da população. Nesse viés, fatores como a omissão governamental alienada com a banalização do uso excessivo desses aparelhos não podem ser desprezadas.
A Constituição Federal de 1988, apelidada como “Constituição do Povo” assegura direitos de assistência social e planos de reabilitação para toda população. Todavia, é necessário afirmar que tais preceitos não são deverasmente cumpridos e efetuados, pois os índices divulgados pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) indicam que os números de dependentes desses aparelhos estão em exponencial crescente todos os anos, e parte maioritária desses casos não têm nenhum tipo auxílio do órgãos administrativos. Portanto, é inadmissível que em um país onde há calamitosas taxas de pessoas dizimadas por esses trágicos cenários, o Governo não garanta políticas públicas eficientes para reduzir essa situação.
Outrossim, é essencial ressaltar a banalização social como um dos maiores impulsionadores do aumento do vício em celulares no Brasil. posto que às pessoas acabam extrapolando o “limite saudável” de atividade desses recursos prescritos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e além de afetarem à si, atenuam esse vício entre seus familiares, fazendo com que isto afete toda estrutura e harmonia de lares, que de outra maneira, seriam saudáveis.
O aumento do vício em celulares no Brasil reflete a forte dependência da sociedade pelas tecnologias digitais. Esse comportamento impacta relações sociais, saúde mental e produtividade. É necessário buscar equilíbrio no uso, adotando limites e hábitos saudáveis. Assim, o celular pode ser aliado, e não um fator prejudicial no dia a dia.