O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 31/10/2025

A pesquisa “Digital 2023: Global Overview Report” da plataforma DataReportal, concluiu que o Brasil é o segundo país com mais pessoas em frente a uma tela. Dessa forma, revela um cenário de crescente dependência digital e de uso descontrolado dos dispositivos eletrônicos. Assim, é necessário encontrar maneiras de controlar o aumento do uso excessivo de celulares, visto que esses podem acarretar impactos negativos à saúde mental e ao convívio social de jovens brasileiros.

Sob esse viés, as próprias mídias sociais atuam como um dos responsáveis pelo vício digital que compromete o equilíbrio emocional. O documentário “O Dilema das Redes”, produzido pela Netflix, evidencia como as plataformas priorizam o engajamento acima do bem-estar dos usuários. Desse modo, as constantes notificações, curtidas e comentários estimulam uma busca incessante por aprovação, que prejudica a saúde mental dos adolescentes. Por conseguinte, transtornos como ansiedade, depressão e baixa autoestima tornam-se cada vez mais comuns entre eles.

Além disso, o vício nos celulares também resulta em consequências nas interações sociais. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Sob essa perspectiva, é possível perceber que a facilidade de se comunicar sem sair de casa diminui as interações presenciais, prejudicando relacionamentos mais profundos. Consequentemente, isso contribui para o avanço do isolamento social.

Portanto, é essencial que o Ministério da Saúde - órgão responsável por definir, coordenar e fiscalizar as políticas nacionais de saúde - promova campanhas de conscientização, por meio de palestras educativas em escolas voltadas ao uso equilibrado de tecnologias, a fim de esclarecer a população sobre os riscos da dependência digital e estimular hábitos mais saudáveis de interação social. Dessa maneira, haverá condições de construir uma sociedade mais crítica, capaz de usar os recursos digitais como ferramenta de progresso, e não como obstáculo à convivência.