O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 08/11/2025
Na obra Modernidade Líquida, o autor defende que as relações atuais não buscam conexões reais, apenas números superficiais e uma felicidade momentânea. No Brasil moderno, observa-se a procura por prazer a qualquer custo, que resulta em um aumento significativo no vício em celulares. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do consumo em massa de informações e da demanda por contentamento instantâneo.
Em primeira análise, o consumo em exagero de informações mostra-se como o empecilho central para a consolidação de uma solução. O seriado de televisão Os Simpsons, em um dos episódios, apresentou a mudança negativa de personalidade de um personagem após utilizar as redes sociais de forma exagerada, no qual ele esquece de coisas importantes do dia a dia. Tal situação se reflete na realidade atual, principalmente nas novas gerações que são expostas desde cedo ao mundo digital, agravando ainda mais esse cenário e dificultando a erradicação de tal obstáculo.
Vale ressaltar, também, que a demanda por satisfação imediata é um forte agravante no que tange à questão de vícios. Na série O Incrível Mundo de Gumball, que um dos personagens desenvolveu uma dependência excessiva das mídias sociais, em que ele perde a noção do tempo, desperdiçando o resto da sua vida em frente de uma tela. Nesse sentido, nota-se, que a metáfora utlizada retrata o contexto contemporâneo, na qual, de acordo com a pesquisa feita na universidade de Londres King’s College, 23% dos adolescentes apresentam sinais de nomofobia - sintomas de ansiedade ao ficar sem celular.
Portanto, para que a obsessão pelo celular deixe de fazer parte do panorama brasileiro, medidas precisam ser tomada. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação junto ao Poder Público, desenvolvam projetos de concientização as novas gerações no intuito de amenizar o uso excessivo de eletronicos, através de palestras nas escolas, principalmente direcionadas a crianças e adolescentes entre 10 e 15 anos. Assim será possivel minimizar o vício em celulares e contribuir para a formação de cidadãos mais críticos e equilibrados diante das tecnologias contemporâneas.