O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 20/11/2025
Nas últimas décadas, os celulares deixaram de ser apenas ferramentas de comunicação e se tornaram dispositivos centrais na rotina das pessoas. No Brasil, pesquisas da TIC Domicílios apontam que mais de 80% dos usuários acessam a internet exclusivamente pelo celular, expondo uma dependência crescente. Entretanto, o uso excessivo desse aparelho tem provocado impactos negativos que vão desde distrações constantes até problemas emocionais, demonstrando um cenário preocupante de vício tecnológico.
Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, na “sociedade do cansaço”, o indivíduo se torna escravo de estímulos incessantes, buscando produtividade e entretenimento sem descanso. Essa ideia se aplica ao uso compulsivo do celular, que, por meio de notificações, redes sociais e jogos, prende o usuário em ciclos de dopamina e ansiedade. Como consequência, observa-se aumento de insônia, queda no rendimento escolar e dificuldade de socialização presencial, principalmente entre jovens. Trata-se, portanto, de uma dependência que compromete a saúde mental e reduz a qualidade de vida.
Para enfrentar esse cenário, é necessário aliar educação digital e políticas públicas. As escolas podem promover atividades que desenvolvam o uso crítico da tecnologia, incentivando limites saudáveis de tempo de tela. A mídia, por sua vez, deve divulgar campanhas que alertem sobre os riscos do vício e estimulem hábitos equilibrados de entretenimento e estudo. Além disso, é fundamental que famílias adotem práticas de controle, como horários restritos e incentivo a atividades offline.
Diante disso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e da Saúde, deve implementar programas educativos e campanhas nacionais sobre o uso consciente do celular, enquanto escolas e famílias estimulam práticas equilibradas no cotidiano. Assim, o dispositivo deixa de ser fonte de dependência e se torna um recurso benéfico para a sociedade.