O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 04/06/2025
Na obra “Horizonte Perdido”, de James Hilton, é retratada uma sociedade avançada, na qual a tecnologia e o ser humano estão em equilíbrio. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista o aumento do vício em celulares no Brasil. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: o avanço dos problemas psicológicos e a omissão estatal.
Em primeira análise, os desafios com a saúde mental colaboram com o revés. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Henry Thoreau, a vida não pode ser vivida com diversas distrações, pois isso acarretará problemas psicológicos e físicos. Sob essa ótica, o uso demasiado de aparelhos eletrônicos está diretamente relacionado com o sedentarismo e a depressão, na medida em que, conforme o site de notícias “G1”, os brasileiros estão cada vez mais envolvidos com as tecnologias e está havendo um aumento de casos de problemas psicológicos e obesidade. Logo, é necessário que haja mudanças.
Além disso, a omissão do Estado colabora com o revés. Nesse contexto, o poder público não possui um programa adequado para alertar a população contra o vício em aparelhos eletrônicos, o poder estatal concentra os investimentos para a prevenção do uso de drogas e omite os demais vícios, já que, segundo o site de notícias “Folha de São Paulo”, o Estado não realiza palestras em locais públicos, como escolas e hospitais, para conscientizar a população acerca do vício em celulares. Desse modo, conforme o filósofo Émile Durkhein, a obrigação do Estado é garantir o bem-estar social. Assim, é inaceitável que a máquina pública mantenha essa postura.
Em suma, medidas são necessárias para a solução desse impasse. Portanto, o governo federal - instância máxima executiva - deverá criar um programa com a finalidade de promover o tratamento e a prevenção do vício em aparelhos eletrônicos. Esse programa irá realizar palestras em locais públicos e irá oferecer tratamento gratuito para as pessoas necessitadas. Isso poderá ser feito por meio da contratação de mais profissionais da saúde, como psicólogos. Por fim, a sociedade citada por James Hilton não será apenas uma ficção.