O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 21/06/2025

Os avanços tecnológicos têm exercido um importante papel no cotidiano da população, como por exemplo na área da comunicação global. Em contrapartida, é perceptível o uso em demasia de aparelhos digitais pelos indivíduos da sociedade brasileira contemporânea. Nessa concepção, torna-se notável como principais causas dessa problemática: a insegurança social e o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19.

Em primeiro plano, é notável que a insegurança social é um fator resultante do uso excessivo de aparelhos digitais. Sendo assim, Byung-Chul Han explora em seu livro “Sociedade do cansaço” o estilo de vida social atual, onde as pessoas buscam validação por meio da autoexploração midiática. Consoante a isso, nota-se que o medo da rejeição social é um fator de aumento do vício em aparelhos digitais, principalmente entre o público juvenil. Em consequência, percebe-se a negligência da identidade real e a sua substituição para a identidade digital. Dessa maneira, é necessário uma urgente mudança desse cenário social em curso acerca do bem-estar emocional, principalmente da juventude moderna.

Ademais, a pandemia de Covid-19 foi um fator adicional do crescimento do apego excessivo a celulares. Referente a isso, Jeff Orlowski aborda em seu documentário “O dilema das redes” como o cenário pandêmico intensificou a dependência de aparelhos eletrônicos e intensificou o quadro do isolamento social. Em função disso, as sequelas do lockdown motivado pela pandemia são um elemento relevante para a promoção dessa problemática. Consequentemente, identifica-se o crescente aumento das interações por meio das redes sociais e a escassez de interações sociais físicas. Dessa forma, é visível uma rápida resolução desse cenário vigente, assegurando manter as interações sociais.

Portanto, cabe ao Governo Executivo Federal, responsável por assegurar o bem-estar da população, promover, com o auxílio do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, implementar campanhas e programas educativos nas escolas, visando conscientizar, principalmente os jovens, acerca do uso responsável da tecnologia, assegurando assim o comprometimento com a saúde mental da juventude brasileira.