O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 10/06/2025

No documentário estadunidense O Dilema das Redes é exposta as estratégias psicológicas das empresas de tecnologia para aumentar o tempo do uso de tela das pessoas. Por conseguinte a estes artifícios, destaca-se a nomofobia, ou seja, a dependência de celulares e outras tecnologias que vem crescendo entre os indivíduos e é comumente associada ao consumo de conteúdos estimulantes e pela exacerbada rolagem de tela. Dessa forma, cabe observar o aumento do vício em celulares.

Inicialmente observa-se a influência da rolagem de telas na dependência dos aparelhos de comunicação. Ao contrário do que muitos acreditam, a rolagem de tela foi criada em 2006 e ganhou notoriedade com as redes sociais que passaram a confinar os usuários ao uso de telas por meio da sensação de prazer gerado pelo excesso de estímulos dopaminérgicos no cérebro. Como consequência, de acordo com a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, em 2021 houve um aumento de 30% no tempo de uso do telefone dos brasileiros culminando na dificuldade de realizar outras tarefas, perca de noção do tempo, alterações no ciclo do sono, etresse psicológico e ansiedade ao ser afastado dos aparelhos celulares.

Ainda convém lembrar que o tipo de conteúdo consumido tende a influenciar a psicologicamente nomofobia. Por meio do excesso da rolagem de telas, a demanda por tópicos relacionados ao estilo de vida luxuoso e/ou padrões de beleza irreais ocasiona comparações de vida dos usuários com os padrões de vida e de beleza inalcançáveis difundido nas redes sociais. Por conseguinte, as pessoas tendem a permanecer mais tempo em frente as telas para acompanhar as possíveis novidades que leve-os aos moldes estipulados e que de acordo com a CNN, a cada uma hora de celular há um aumento de 60% de chance de desenvolver distúrbios mentais e alimentares como ansiedade, bulimia e o próprio vicio em aparelhos.

Portanto, cabe o Poder Público, por meio da atuação do Ministério da Saúde unido ao Ministério da Educação, promover palestras acerca do vício em celulares desde a infância por meio de professores capacitados e pela difusão de cartazes e propagandas televisivas com o intuito de informar sobre saúde mental relacionada aos vícios em tecnologia e, dessa forma, evitar o aumento da nomofobia no país.