O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 10/06/2025
Segundo o filósofo Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”. Entretanto, o aumento do vício em smartphone tem prejudicado a qualidade de vida, sendo um reflexo do mecanismo perverso das redes sociais e sequelas do isolamento social da pandemia. Logo, faz-se necessário averiguar os fatores que favorecem esse quadro.
Nesse viés, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman: “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Além disso, as redes sociais são desenvolvidas para manter o usuário o máximo de tempo possível na plataforma, utilizando mecanismos de recompensa do cérebro. Ademais, esse aparato nocivo se reflete no uso excessivo do celular e causa problemas como falta de atenção, ansiedade e solidão. Portanto, o governo brasileiro deve criar regulamentações para as redes sociais sobre o tempo de uso da plataforma.
Outrossim, é urgente frisar o isolamento social causado pela pandemia e seu impacto no vício em celulares. Nesse contexto, os celulares se tornaram o principal meio de comunicação e interação social no intervalo de isolamento. Todavia, esse período deixou como sequela o esfriamento das relações humanas, de modo que encontros e visitas se tornaram menos frequentes. Conforme Zygmunt Bauman, as pessoas tendem a se relacionar mais por meio de aparelhos eletrônicos do que pessoalmente. Por isso, é fundamental reverter esse fenômeno social, evitado que as relações sociais se degradem ainda mais.
Desse modo, medidas cabíveis devem ser elencadas para resolver ou atenuar esse impasse. Assim, o Ministério da Educação, órgão responsável pela instrução e formação do indivíduo, deve promover palestras e fornecer material didático sobre o aumento do vício em celulares, com enfoque nos prejuízos causados pelo uso excessivo de redes sociais e degradação das relações sociais, a fim de orientar e educar a população. Ainda, o Estado deve criar regulamentações para que as redes sociais tenham um tempo limite de uso. Espera-se, com isso, melhorar a qualidade de vida e as relações pessoais.