O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 29/07/2025

A obra cinematográfica “Matrix”, dirigida pelas irmâs Wachoski, retrata um uni-

verso onde as pessoas vivem presas em uma simulação do mundo real, sem poder sobre o próprio corpo. De forma análoga, o poder da população brasileira sobre suas próprias opiniões tem diminuído em decorrência do aumento do vício em ce-

lulares. Faz-se necessária, então, uma análise das causas desse cenário bem como

as implicações consequentes do mesmo.

Em primeira análise, é imprescindível definir as causas para o aumento do vício nos dispositivos eletrônicos portáteis. Com o início da revolução industrial, em meados do século XVIII, a população teve à sua disposição dispositivos que facili-

tavam a realização das tarefas coidianas, porém, por não conhecerem bem o fun-

cionamento desses dispositivos, os usavam com pouca frequência. Diferente do ocorrido no século XVIII, o século XXI é composto por uma população trabalhadora que nasceu e cresceu com os celulares sendo muito utilizados, e, por pouca limita-

ção dos pais ou responsáveis no tempo de utilização dos aparelhos em conjunto com a baixa conscientização sobre os malefícios do excesso de tempo os utilizan-

do, desperdiçam tempo excessivo nessa atividade.

Ademais, é nítida a importância da explanação das consequências do óbice dis-

corrido anteriormente. Jean Jacques Rousseau defende que o ser humano é um produto do meio em que vive. Sob esse prisma, se o meio em que vive um indi-

víduo é, majoritariamente, o seu celular, a opinião desse indivíduo será formada por pessoas que dão suas opiniões na internet, interferindo em seu próprio poder de decisão sobre crenças religiosas ou políticas.

Em suma, o tempo excessivo gasto em aparelhos eletrônicos se configura como um problema a ser solucionado. Para tanto, o Governo Federal, através do Ministé-

rio da Educação, deve incentivar hábitos rotineiros que diferem do uso de apare-

lhos celulares nas escolas, local onde a base do intelecto dos cidadãos é formada, a fim de substituir o hábito prejudicial supracitado por uma rotina produtiva, através da leitura de bons livros ou do consumo de documentários científicos. Com essa medida, será possível evitar, a longo prazo, uma sociedade sem poder sobre o próprio viver, como os humanos do filme “Matrix”.