O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 24/06/2025
O filósofo John Locke declara o Estado como entidade intermediadora de conflitos sociais, mediando o meio em direção ao equilíbrio. Contudo, o uso indiscriminado de celulares pelos brasileiros, favorece um cenário de riscos à saúde, política e cultura. Nesse sentido, cabe ressaltar a influência da globalização tecnológica e as múltiplas ofertas de entretenimento.
Nesse contexto, a nova ordem mundial favoreceu a interligação e a padronização do meio informacional. Nesse aspecto, segundo dados da FGV apro-ximadamente 260 milhões de aparelhos telefônicos em uso no Brasil, mostrando quão massiva e descontrolada utilização. Ou seja, com números superiores aos da população geral, esses dispositivos apresentam riscos em todas as faixas etárias, em que o excesso de dopamina pode gerar contrastes depressivos e ansiosos diante da realidade. Ainda mais, em crianças o processo de socialização encontra-se fragmentado e com referências digitais distantes da realidade. Dessa forma, faz–se urgente a intervenção e moderação no uso viciante de celulares.
Outrossim, as ofertas de conteúdos de entretenimento, fomenta a postura viciada diante das telas pelos brasileiros. Analogamente, o filósofo alemão Jurgen Habermas, criou o conceito de modernidade líquida, a qual apresenta baixa validade e continuidade no meio social. Nessa circunstância, diversas plataformas se especializaram na oferta de conteúdos de alto engajamento, difundido uma entrega rápida e de forma perene. Além disso, os mesmos aplicativos apresentam algoritmos especializados em modelar o conteúdo de acordo com perfil do usuário, mostrando que os civis estão minados de diversos ângulos e nichos.
Portanto, urge a necessidade de formular medidas interventivas. Para tanto, cabe ao Poder Executivo, órgão responsável pela execução de leis, por meio das mídias sociais, promover propagandas de elucidação dos riscos provenientes das telas, para torná-las conscientes das consequências de um vício silencioso. Ainda mais, com o mesmo agente e por intermédio do Ministério da Educação, formula medidas de inserção tecnológica no meio educacional, para acompanhar as tendências informacionais e fomentar o uso moderado e inteligente dos aparelhos e formar jovens equilibrados.