O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 08/09/2025

O poeta Carlos Drummond metaforizou, em seu poema “No meio do caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontrarão empecilhos a serem supe-rados. Sob tal ângulo, percebe-se que o aumento do vício em tecnologia no Brasil, configura-se como um obstáculo aos brasileiros. Nesse sentido, cabe destacar que esse cenário ocorre em virtude da insuficiência legislativa e da falta de visibilidade.

Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente à questão. Em relação a isso, o termo “Ausente contumaz”, elaborado por Washington Luís, norte-ia a negligência dos órgãos públicos, no que concerne, a assuntos relacionados a aspectos sociais, como é o caso da ampliação do vício em celulares no país, devido ao aumento do tempo de uso, principalmente de redes sociais pelos brasileiros. A título de exemplificação, nota-se que o aumento da dependência em celulares por crianças e adolescentes não é tratado com a devida importância pelo Governo, de forma que está sendo comprovado que este uso excessivo está interferindo no de-senvolvimento infantil - segundo o G1 - e não é realizada nenhuma medida para frear ou diminuir os danos a essa população.

Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade referente à temática. Consoante à ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, determinados assuntos, como no aumento da dependência em tecnolo-gia. Dessa forma, é evidente que a problemática, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido no corpo social. Desse modo, o não protagonismo da questão, a qual deve ser abordada com relevância pela mídi-a, ajuda a perpetuar os impactos relacionados a ela, como a compulsão por estar sempre conectado e o desenvolvimento de ansiedade e depressão devido as redes.

Portanto, o problema mostra-se como uma “pedra” a ser removida para a melho-ra da qualidade de vida dos brasileiros e suas relações no mundo não virtual. Des-tarte, para reverter esse caso, cabe ao Ministério da Educação aliar-se aos Gover-nos estaduais, e por meio de políticas públicas de conscientização e educação tec-nológica, devem realizar campanhas e ensinos nas escolas e espaços públicos, vi-sando assim, melhorar o imbróglio. Outrossim, a mídia, mediante reportagens de-vem exibir o tema nos canais de comunicação, a fim de informar a sociedade.