O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 06/07/2025
Na série “Black mirror”, é retratada a escassez de relações humanas diretas pelo uso exarcerbado de aparelhos digitais. Analogamente a realidade da série, é notável o crescimento do vício em aparelhos eletrônicos, principalmente entre os jovens do Brasil contemporâneo. Desse modo, é oportuno destacar como principais fundamentos de determinada problemática: a fuga emocional e a pandemia de Covid-19.
Em primeiro plano, é perceptível que o escapismo psíquico é uma causa recorrente do crescente aumento da dependência de aparelhos digitais. Sendo assim, a obra cinematográfica “Ela” demonstra o desenrolar romântico entre o protagonista e um sistema operacional por conta da busca do personagem por consolo emocional fora do mundo físico. Consoante a isso, nota-se que o apego patológico ao aparelho celular faz-se precária a relação do indivíduo com o restante da sociedade. Como consequência, percebe-se o comprometimento das interações humanas do cidadão na coletividade. Dessa maneira, torna-se evidente a necessidade urgente de mudança desse cenário social negativo.
Outrossim, a pandemia do Coronavírus é um fator adicional para a intensificação das interações com aparelhos celulares na atualidade. Referente a isso, a Organização Mundial da Saúde afirma que a pandemia elevou a dependência em telas e a carência de vínculos sociais. Em função disso, observa-se um comprometimento da saúde mental dos indivíduos sociais, com o aumento da ansiedade, depressão e o estresse digital. Consequentemente, verifica-se o desenrolar de sobrecarga mental e a presença da irritabilidade e fadiga emocional. Dessa forma, cabe as organizações nacionais investir em programas de ajuda para dependentes digitais.
Portanto, fica evidente que a inoperância dos órgãos governamentais em conscientizar colabora para a persistencia desse impasse. A partir disso, cabe ao Estado, responsável por assegurar o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, campanhas de conscientização e rodas de conversas pedagógicas, visando o bem-estar psicológico do ser social