O aumento do vício em celulares no Brasil

Enviada em 05/08/2025

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade ideal, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e se concentra na busca do bem, governada por ideias iluministas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento do vício em celulares apresenta barreiras que dificultam a concretização do desejo de Campanella. Esse cenário alarmante é fruto tanto da ausência de campanhas educativas, quanto da omissão das plataformas digitais. Diante disso, torna-se necessário discutir tais aspectos visando à harmonia no tecido social brasileiro.

Sob esse viés, é fulcral destacar que o vício em celulares decorre da ausência de ações governamentais que promovam a conscientização da população sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, o excesso de estímulos digitais causa isolamento, ansiedade e fadiga mental. No Brasil, a falta de orientação faz com que crianças e adultos se tornem dependentes dos aparelhos, negligenciando interações reais e atividades produtivas. Isso agrava o problema e compromete o bem-estar social. Portanto, é urgente repensar a forma como lidamos com o uso dos dispositivos móveis.

Ademais, é imperativo destacar a omissão das plataformas digitais quanto ao controle do tempo de uso. De acordo com dados do cotidiano, redes sociais são projetadas para prender a atenção dos usuários, explorando mecanismos cerebrais de recompensa. Tal dinâmica, somada à ausência de limites, aprofunda o problema, visto que contribui para a perpetuação do comportamento compulsivo. Assim, medidas concretas são necessárias para conter o avanço da dependência tecnológica no Brasil.

Dessarte, com o intuito de mitigar o vício em celulares, torna-se necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação promovam campanhas educativas e preventivas, por meio de escolas, mídias e redes sociais, com foco na conscientização da população sobre os impactos negativos do uso excessivo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo,o impacto nocivo do vício tecnológico, e a coletividade poderá se aproximar do ideal proposto por Campanella.