O aumento do vício em celulares no Brasil
Enviada em 12/08/2025
‘‘Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.’’ A frase de Marina Colasanti retrata como a coletividade tende a normalizar problemas graves. Essa conduta contribui para a permanência de reveses de saúde pública, como o aumento do vicío em celulares no Brasil. Logo é essencial adotar ações para superar esse fato, fruto da ineficiência estatal e o do desconhecimento digital do tecido populacional.
A princípio, é notória a inoperância institucional como propulsora desse cenário. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal. Todavia, o poder público contraria o autor ao não promover campanhas direcionadas ao público que mais utiliza telefones inteligentes, de modo a alertar sobre os perigos causados à saúde mental advindos do vício tecnológico. Riscos esses, tal como a nomofobia, um transtorno de dependência eletrônica que causa ansiedade excessiva e irracional relacionado a ficar sem o celular.Em face disso, torna-se inadmissível que a postura improfícua do Estado coopere indiretamente com a manutenção desse impasse e suas consequências para o bem-estar mental dos brasileiros.
Ademais, evidencia-se a falta de conhecimento sobre o funcionamento do universo cibernético pelo corpo civil. Nesse sentido, o documentário ‘‘O Dilema das Redes’’, produzido pela Netflix, aborda como as empresas de tecnologia utiliza de estudos psicológicos para reter a atenção do usuário pelo maior tempo possível. Nesse sentido, nota-se que o vício não se encontra no aparelho em si, mas sim em todos os recursos que ele oferece, a exemplo das redes sociais. Dessa forma, a ausência de discernimento cibernético sobre como os algoritmos funcionam, torna os usuários mais vulneráveis para a compulsão digital. Diante disso, faz-se necessário a promoção de medidas governamentais que coibam as companhias de tecnologia de usarem indivíduos como produto para obtenção de lucro.
Dessarte, alternativas são fulcrais para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Poder Legislativo, formulador da leis, criar um projeto de regulamentação das plataformas digitais, de modo a obrigar a limitação na quantidade de conteúdo ofertado por dia e alertar de modo destacado os riscos do uso excessivo para os utilizadores, a fim de que se reduza o número de viciados em celulares no país.