O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 30/08/2022

Dores do país

O brasileiro tem cada vez mais , nos últimos anos, utilizado medicamentos opióides. Fato sustentado por dados cedidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informando um aumento de 28.6% na comercialização do grupo de fármacos durante período entre 2020 e 2021 em relação ao prévio recorte de tempo. A estatística revela um perigo devido ao potencial aditivo da medicação, levando danos à saúde. Risco esse que pode ser contornado ao se regular a prescrição do analgésico e incentivar o uso de terapias alternativas e adjuvantes ao mesmo.

Dentro da legislação médica brasileira há a necessidade de uma avaliação clínica e solicitação duplicada com retenção de via na farmácia, com carimbo profissional para então ser adquiridos remédios especiais. A principal indicação para o uso doméstico de opiáceos é a dor crônica, diagnóstico que considera a sensação durante semanas ou mesmo anos. Há a falha terapêuta quando a prescrição se renova sistematicamente sem a periódica avaliação da condição do paciente e a possibilidade de ele já estar adito a droga.

Outro ponto precário do sistema que leva a um maior consumo de morfináceos é a dificuldade e resistência ao uso de terapias complementares e alternativas desde o início do diagnóstico para redução do problema, inclusas fitoterapia e meditação. Durante a série americana de televisão Dr House, na qual o protagonista é viciado em oxicodona, a psicoterapia e fisioterapia têm papel fundamental na desintoxicação do personagem.

Tendo em vista a amenização dessa mazela da população brasileira, uma educação em medicina holística com foco integral ao paciente deve ser implementada, com financiamento do ministério da educação nos cursos de graduação da área da saúde. O fortalecimento da barreira na prescrição e comercialização dos neuromoduladores acontece com a necessidade de segunda avaliação médica periódica aos pacientes com indicação de opióides a longo prazo. Com essas medidas é possivel a redução do uso desses narcóticos no Brasil nos próximos anos.