O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 02/09/2022

Os opioides, e seus derivados, são utilizados na cultura milenar asiática para o tratamento de diversas enfermidades. No Brasil, tal prática também é realizada, tendo como principal objetivo o tratamento de dores crônicas. Porém, nos últimos anos, o uso desta droga vêm aumentando em taxas alarmantes, tanto pelo fato de ser um medicamento viciante quanto pelo agravamento de morbidades causadas pela pandemia do coronavírus. Estes fatos são um problema, pois, além de o ópio causar a dependência química do paciente, eles mostram que o país não possui métodos de tratamentos paliativos eficazes.

Primeiramente, cabe a analisar os fatores que levam a pessoa ao uso de tal substância. Segundo o INCA, é indicado prescrever o tratamento com derivados do ópio e da papoula para pacientes com dores crônicas, causadas principalmente pelo câncer, pois outros tipos de analgésico/anestésicos não são eficazes no tratamento paliativo. Ou seja, a condição do cidadão não é a de usuário de um entorpecente, como ocorre trágica e violentamente em outros países, mas sim de paciente, que busca o conforto que nenhuma outra substância pode prover ele.

Todavia, deve-se atentar para o seguinte fato: o uso deste fármaco vêm aumentando com o passar do tempo. Tal aumento é causado pela redução dos neurotransmissores e aumento dos receptores no sistema nervoso, o que exigirá uma maior dosagem para o tratamento ser eficaz. Essa condição, causada pela maioria dos medicamentos do tipo tarja preta, é alertada pelo próprio Ministério da Saúde. Logo, a prescrição a longo prazo pode ser um prejuízo para o enfermo e exemplifica o porquê do aumento súbito da venda destes medicamentos.

Portanto, fica claro que o opiáceo é benéfico no meio médico e há uma necessidade de novos tratamentos paliativos. Para produzi-los, cabe aos institutos de pesquisa federais, em parceria com o Mistério da Saúde, incentivar a pesquisa e desenvolvimento de derivados do ópio mais eficientes, que supram com a necessidade hospitalar sem causar a dependência. Para isso, ambos os órgãos devem promover a abertura de licitações, fornecendo local e insumos às empresas participantes. Com isso, busca-se melhorar a condição do paciente sem enfrentar os entraves promovidos por uma cultura que já não é renovada a milênios.