O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 03/09/2022

Historicamente a Globalização proporcionou o começo da união dos continentes a partir das relações comerciais com o transporte de produtos e avanço da colonização. Assim, iniciou-se o desenvolvimento das relações mercadológicas de exportação e importação somada à necessidade de obtenção do lucro. Logo, o aumento do uso de opioides no Brasil refere-se ao avanço da exploração dos indivíduos perante o trabalho e ao falseamento das necessidades.

A princípio, o sociólogo Karl Marx, ao analisar a sociedade após a Revolução Industrial, intitulou o termo “Fetichismo de Mercadoria”, isto é a noção do produto como externo a intervenção humana, sem a participação do mesmo. Esse processo, promoveu o aumento do uso de opioides na sociedade à medida que ocorreu a exploração dos indivíduos no trabalho, pois ao mesmo tempo que os produtos tornaram-se humanizados perante o mercado os indivíduos tiveram mais cobranças das empresas, maior carga horária e necessidade de rendimento, fatores que estimularam a necessidade de fuga mental pelo uso de medicamentos.

Outrossim, a Indústria Cultural, nomeada pelos filósofos Adorno e Horkheimer, refere-se a transformação da cultura em produto para venda, fato que retrata a concretização do falseamento das necessidades pelo mercado. Desse modo, o ideal de pertencimento aos ditames do mercado com roupas da moda, carro do ano, estabilidade financeira e padrões estéticos proporciona a exaustão social e o aumento do uso de opioides pelos indivíduos, pois ocorre a exigência do mercado para o alto rendimento e lucratividade e também a noção de obrigação de possuir a melhor condição financeira e emocional, fato que promove novamente a venda de produtos pelas grandes empresas principalmente com remédios.

Em suma, para melhorar o quadro atual é imperioso que o Ministério da Educação promova campanhas de conscientização nas escolas públicas e privadas. Para isso, deve-se enviar agentes públicos como psicólogos a fim de realizar palestras para demonstrar o impacto das relações mercadológicas e do falseamento das necessidades no aumento do uso de medicamentos pela sociedade, em específico com a lucratividade das empresas farmacêuticas.