O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 03/09/2022
Com o desenvolvimento da revolução Técnico-Científico-Informacional, a saúde mundial avançou muito no século XX, principalmente devido às inovações na medicina. Em vista disso, o desenvolvimento de novos fármacos, como os opioides, foi visto pela população mundial como um bom subterfúgio para o enfrentamento de dores e transtornos do dia a dia. Como resultado disso, vive-se, atualmente, um grande impasse nos usos indiscriminados de certos medicamentos, o que é piorado, ainda, pelas suas vendas sem prescrição médica nas farmácias no Brasil.
Nesses termos, muitas pessoas enxergam nos opioides a saída perfeita para a superação dos desconfortos corporais diários. Nessa perspectiva, segundo um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, há 4,4 milhões de pessoas que já usaram algum desses medicamentos . Tal dado revela que há um grande problema de saúde pública no País, pois esses remédios, ao darem uma falsa sensação de alívio, potencializam a continuação de uma lesão, seja óssea ou muscular. Desse modo, é evidente que a vida de muitos indivíduos será comprometida num futuro próximo.
Outrossim, hoje existe um grande mercado de vendas de analgésicos compostos por opioides no País. Nesse contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não possui artíficios que obstaculizem o comércio livre dessa categoria de fármacos. Esse cenário, aliado ao desconhecimento de muitos brasileiros sobre esse tema, faz com que a disponibilização dessas perigosas drogas seja facilitada ao público geral. Como consequência disso, vê-se o Brasil com um maior número de usuários de opiáceos que de crack, como apontou dados de uma pesquisa da (Fiocruz).
Portanto, é mister que os governantes e a sociedade atuem para findar os impasses sobreditos. Logo, o Governo Federal, juntamente com o Poder Legislativo, deve criar campanhas instrutivas sobre os opioides e leis que restrinjam a venda indiscriminada dessas substâncias, por meio da realização de palestras educativas em escolas públicas e da dificultação da compra sem prescrição médica. Com isso, a população será mais instruída sobre os efeitos dessas drogas e a comercialização será mais racional. Fazendo-se isso, as conquistas médicas do século XX serão melhor aproveitadas.