O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 03/09/2022
O uso de medicamentos relaxantes é uma necessidade salutar, mas ocorre aquém do esperado na sociedade contemporânea brasileira. Embora avanços sejam notados, cabe reconhecê-los como insuficientes em virtude da ignorância histórica sobre os seus efeitos e da negligência social no uso excessivo. Logo, torna-se imprescindível discutir novas metodologias ativas, a fim de revalidar a importância do uso moderado de opioides no Brasil.
Com efeito, o desconhecimento dos impactos, historicamente, faz-se presente na utilização de remédios. Sobre isso, durante a modernidade, utilizavam-se substâncias muito fortes em medicamentos porque, naquele tempo, não havia o conhecimento aprofundado sobre os seus efeitos. Por esse viés, no cenário contemporâneo, a ignorância de fármacos ainda se faz presente, haja vista a falta de incentivos científicos prévios sobre as consequências dos seus componentes. Como prova disso, a Coca-Cola utilizava, anteriormente, cocaína em suas bebidas, pela falta de dados científicos e por desconhecer os seus efeitos. Desse modo, é urgente solucionar a ignorância sobre os efeitos de medicamentos opiáceos.
Além disso, a negligência coletiva no uso de opioides verifica-se como entrave. Nesse sentido, o conceito de “Banalidade do Mal”, desenvolvido por Hannah Arendt, revela o descuido de malefícios em cenários caóticos. Em face disso, o preceito Arendtano repercute na sociedade brasileira, na qual se insere em inadvertência com efeitos de opioides, pois causa bem-estar e uma idealização de fuga do desarmonioso. Como evidência, houve um aumento de quase 30% de embalagens de analgésicos narcóticos durante a pandemia do Covid-19, segundo a Anvisa. Dessa maneira, a participação social é importante na redução de opioides.
Portanto, urge uma mobilização atuante dos atores sociais diante do aumento no uso de opioides. Para tanto, o governo Federal - responsável pelos interesses públicos - deve instigar as pesquisas científicas de fármacos no país, por meio de incentivos financeiros, para evitar a permanência da ignorância de seus efeitos. Ademais, a sociedade, encarregada da boa conduta social, precisa rever os seus comportamentos morais no uso de medicamentos fortes, por intermédio de posturas críticas, a fim de autenticar o uso de moderado de opioides no Brasil.