O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 04/09/2022

No Brasil, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todo cidadão e deve ser garantido pelo Estado. Entretanto, mesmo com a criação do Sistema Único de Saúde, que tem como função o acesso universal e igualitário de promoção e recuperação da saúde, isso acaba não acontecendo na prática quando não há projetos de reabilitação suficientes e/ ou eficientes para usuários de opióides. Isso se deve à falta de medidas que freiem o uso abusivo dessas substâncias pelo governo e à falta de intervenção precoce pela família. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Diante dessa problemática, a falta de ações que freiem o abuso de opióides se torna um pilar importante para que tal mazela aumente em disparada, principalmente na forma de drogas recreativas pela população mais jovem. A série “Euphoria”, pertencente ao catálogo da HBO retrata um grupo de adolescentes e entre eles está Rune, personagem que faz uso de fentanil e acaba tendo uma overdose, e desde então teve que passar por duas reabilitações, visto que é facilitado para a mesma o acesso às drogas por ação do tráfico. Desse modo, é preciso que o governo tome medidas para impedir a proliferação dessas substâncias, já que podem causar problemas psicológicos, como ansiedade, danos permanentes e até mesmo a morte.

Além disso, a falta de intervenção precoce pela família compromete muito a reabilitação, pois quanto maior o tempo de uso, maiores são as doses. Segundo pesquisa da Fundação FioCruz, o uso de opiáceos cresce em 465% no Brasil". Por isso, a atuação de parentes próximos é indispensável para a recuperação dos pacientes, pois passarão por fortes crises de abstinência e precisam se sentir confortáveis para suportar o processo que pode durar mais de um ano. Ou seja, quanto antes ocorrer uma intervenção, menos dolorosa será a reabilitação.

Portanto, é preciso que o Ministério da saúde, em parceria com as mídias sociais, disseminem pesquisas para conscientizar a população sobre o risco do uso, da retirada mal conduzida e dos inúmeros efeitos colaterais. O ideal é que ocorra em todos os meios de comunicação para atingir o maior público possível e diminuir a porcentagem de usuários no Brasil.