O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 06/09/2022
No Brasil, 4 em 10 pessoas afirmam sofrer de dor crônica, dor esta que busca ser sanada por analgésicos narcóticos e não por tratamentos alternativos mais eficientes contra a raiz da dor. Um erro cometido tanto por pacientes, quanto por médicos.
A vida corrida somada aos problemas do cotidiano podem causar tanto estresse quanto ansiedade e privar, de tal modo o tempo que se tem, que os poucos momentos restantes não se voltam para o cuidado da saúde mental e física. Este seria um dos motivos pelo qual tantas pessoas buscam médicos atrás de uma solução às suas dores, e mesmo que encontrem prescrições com tratamentos fisioterapêuticos, rotinas de exercícios físicos e outros tratamentos alternativos, desejam fármacos que resolvam o problema de forma imediata e prática. Então, rapidamente, na esperança de de ter sua aflição cessada buscando atendimento médico, o paciente termina por adquirir a dependência química, levando-o a ir de médico em médico em busca de mais receitas para o consumo de opióides, resultando, possivelmente, em morte por overdose.
Se de um lado temos os pacientes angustiados com suas dores, do outro temos médicos que parecem acreditar que os opióides irão curar as doenças. A ANVISA apontou em seus estudos que o aumento da compra sob prescrição destes fármacos ultrapassaram 465% de 2009 para 2015. Apesar do alerta dos EUA com seus mais de 100 mil casos de morte por overdose de opióides somente de 2020 para 2021, os médicos brasileiros não parecem ter despertado a consciência e continuam a prescrevê-los, sem buscar primeiro tratamentos alternativos aos seus pacientes aliado a analgésicos não-opióides.
A crescente de casos de venda destes fármacos ainda não significa que o Brasil enfrenta uma epidemia, porém é necessário se atentar aos pontos que devem melhorar para impedir o seu avanço: a necessidade da discussão pela Associação Médica Brasileira com os médicos, alertando em quais casos deve-se prescrever tais medicamentos e em como identificar dependentes para envia-los para reabilitações, e expor à população, pelos meios de comunicação, as consequências do uso desregrado, solucionando, assim, este cenário antes do seu agravamento.