O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 08/09/2022
No início do século XX, o consumo e a venda de bebidas alcóolicas nos Estados Unidos preocuparam o governo do país, o qual combateu o mercado do álcool em seu território. Contemporaneamente, o abuso no uso de opioides pela população brasileira preocupa as autoridades em saúde da nação, tendo em vista o potencial destrutivo destas substâncias advindo do seu manejo irresponsável. Entretanto, o amplo acesso da população aos medicamentos opiáceos, junto ao consumo indis- criminado destes produtos, contribui para prejudicar a saúde no país.
Primeiramente, no século passado, Felippo Marinetti exaltou as conquistas da modernidade em seu movimento vanguardista, o futurismo. Segundo o pensador, a produção artística deveria se basear nas inovações tecnológicas do agora e do fu-turo, exaltando, desse modo, a técnica e a velocidade da vida moderna. Todavia, a hodiernidade, valorizada, no passado, por Marinetti, não é composta, apenas, por qualidades, mas, também, por problemas, como a dificuldade do poder público em controlar a produção e a venda ilegais de remédios opioides. Dessa forma, o mer-cado de opiáceos se fortalece no Brasil, o qual abastece 4,4 milhões de pessoas no país, que já declararam ter usado tais substâncias, conforme a Fundação Oswaldo Cruz.
Nesse contexto, os medicamentos derivados da papoula do ópio são usados no tratamento de dores crônicas devido a sua capacidade de provocar sensações de bem-estar. No entanto, o consumo abusivo de substâncias opiáceas, como a o-xicodona e a morfina, prejudicam a saúde do usuário, o qual sofrerá com transtor-nos relativos à dependência destes produtos. Nesse cenário, a epidemia no uso de opioides se instala no Brasil.
Por fim, visando ao combate do aumento no consumo de opiáceos no Brasil, o Ministério da Saúde poderia desmantelar o amplo acesso da população aos medi-camentos opioides por meio do estabelecimento de parcerias com o Ministério da Justiça na realização de operações policiais de repressão da produção e da venda ilegais destes produtos, além de conscientizar a população acerca dos riscos à saú-de avindos do consumo abusivo de opiáceos por meio da veiculação de campanhas na televisão as quais abordem este tema. Assim, o ópio não será uma ameaça.