O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 16/09/2022

Segundo a OMS " Saúde é o completo estado de bem-estar físico, mental, social e não somente a ausência de doenças". Sob essa perspectiva, o uso de opioides, medicamentos analgésicos com intenso poder de ação, cresce todos os anos no Brasil e está diretamente relacionado à automedicação, que provoca o consumo em doses supra fisiológicas e consequentemente ocasiona a dependência do fármaco por parte dos usuários.

Diante disso, em primeira análise, para o apaziguamento correto da problemática, depreende-se o entendimento da automedicação como o grande causador do aumento dos números. Nesse sentido, o Doutor Drauzio Varella, em entrevista ao UOL Notícias, aborda que a persistência de sintomas não deve ser respondida com o uso próprio de medicamentos sem o acompanhamento profissional adequado, pois certos medicamentos, incluindo os opioides, podem causar efeitos de dependência, como também desregular funções corporarais.

Desse modo, dificultar o acesso a tais tipos de subtâncias é uma alternativa viável.

Ademais, para que a redução ocorra, a institucionalização de políticas públicas é vital no processo. Nessa lógica, o Artigo 196 da Constituição Federal coloca a Saúde como direito de todos e de dever do Estado, por meio de medidas sociais e econômicas que visem à redução do risco doença. Desse Modo, controlar o crescimento dos opioides é fundamental, tudo isso com o intuito de assegurar o princípio do universalidade do SUS, para que os recursos destinados hoje ao problema, possam um dia ser direcionados a outros setores da saúde pública no Brasil.

Portanto, cabe ao Estado brasileiro propor soluções para a causa. Incube, ao Ministério da Saúde,responsável pela elaboração de planos e políticas públicas voltados para a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros, realizar um projeto de lei votado no Congresso Nacional, através da mobilização política e econômica, com o intuito de enrijecer o acesso aos opioides no Brasil. Dessarte, com o sucesso da medida os recursos direcionados ao combate da problemática poderiam atender outras áreas da saúde pública, e proporcionar maior bem-estar aos indivíduos da sociedade civil organizada.