O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 19/09/2022
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante proteção e qualidade de vida aos cidadãos. Entretanto, esse viés constitucional não é efetivado de modo correto, sobretudo no que tange à problemática do aumento no uso de opioides no Brasil. Nesse sentido, os alicerces desse imbróglio são: a negligência governamental e o uso exarcebado desses narcóticos.
Outrossim, a indiligência estatal é a causadora primária do impasse. Acerca disso, Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Contudo, há a recorrência de obstáculos que atrapalham a diminuição da utilização de ópio no país. A máquina pública, nessa perspectiva, não cumpre o seu papel quando deixa de propiciar direitos básicos como o acesso a informações acerca dos problemas advindos da má utilização de substâncias opiáceas, o que é prejudicial, pois o impacto disso reflete, negativamente, no cotidiano de quem sofre com transtornos devido ao uso inadequado. Assim, a inércia estatal fortalece o aumento do revés.
Ademais, os entraves acerca do uso em excesso de opiodes sintetizam uma adversidade a ser sanada. Em adição, segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz, o número de pessoas que já consumiram opiáceo sem prescrição médica é 2% maior do que a quantidade de indivíduos que já utilizaram crack, o que demonstra um dado preocupante à sociedade brasileira. Destarte, cabe ressaltar a possibilidade de ocorrer consequências como a dependência desses analgésicos, em função de uma sensação de bem-estar e a abstinência. Logo, é essencial superar essas decorrências que atestam, mormente, um cenário problemático.
Portanto, são necessárias ações a fim de atenuar o impasse. Para tal, o Governo Federal, responsável pela administração federalista, por meio do investimento de verbas da União, deve criar projetos de campanhas informativas, atráves de palestras nas escolas e universidades, quanto a importância da não-utilização de medicamentos opioides sem recomendação médica. Também, o mesmo Agente deve promover atendimento médico especializado para quem já sofre com a dependência de ópio devido ao uso incorreto. Tais projetos terão o intuito de mitigar o infortúnio em discussão e garantir os direitos constitucionais.