O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 08/11/2022

“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da garantia do bem estar social, no Brasil, por meio do combate ao uso indiscriminado de opioides, verifica-se uma lacuna que precisa ser corrigida. Nessas circunstâncias, torna-se evidentes como causador do problema a ineficiência governamental e o silenciamento midiático.

A princípio, identifica-se que a ineficiência da política pública de acesso a cidadania no Brasil, por meio do combate ao uso indiscriminado de analgésicos, é um dos desafios que precisam ser abolidos. Acerca disso, segundo a FIOCRUZ, 4,18 milhões de brasileiros usam opioides sem acompanhamento médico e, muitas vezes, de forma recreativa. Isso ocorre pois, de um lado, há uma facilidade no acesso a tais drogas (devido à falta de fiscalização) e, do outro, não há uma política de desestimulo à dependência química no país. Logo, o Estado falha em garantir a segurança do seu povo.

Outrossim, o silenciamento da grande mídia tem contribuído para a consolidação da epidemia dos analgésicos. Nessa ótica, conforme o sociólogo Bourdieu, o que foi criado como um instrumento de democratização, não deveria ser convertido em um mecanismo de opressão. Por conseguinte, pode-se considerar que a mídia, em vez de promover campanhas que combatam o abuso dessas drogas, contribuem para essa mazela (devido o seu silenciamento). Diante disso, é necessário que a mídia exige do Poder Público o endurecimento da política de combate essas substâncias. Logo, é oportuno abolir esse status quo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se contrapor a essa realidade. Para tal, é considerável que o governo, recorrendo ao Ministério da Saúde, desenvolva políticas de combate à cultura da auto medicação. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos educativos e conscientizadores a respeito dos feitos colaterais negativos- devido ao uso inapropriado dos fármacos- entrevistando dependentes químicos e direcionando-os para um acolhimento. Feito isso, o Brasil irá garantir o bem comum.