O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 10/10/2022
O documentário “Prescrição Fatal”, estreado em 2020, relata a história de um
farmacêutico que tem como objetivo investigar o aumento da aplicação de
opioides e os danos que ela pode causar. De maneira análoga a isso, o uso
constante de analgésicos entre os jovens e adultos no Brasil, visto que as
consequências são raramente divulgadas. Nesse prisma, destacam-se dois
aspectos importantes: a negligência estatal e o fácil acesso aos estimulantes.
Em primeiro plano, pode-se destacar o fato de que o assunto é pouco
comentado pelo Estado, uma vez que, mínimas, campanhas e instituições de ajuda
são criadas, de maneira que as complicações da utilização constante são
raramente do conhecimento da civilização, o que facilita o uso descontrolado dos
medicamentos. Sob essa ótica, pesquisas realizadas pelo órgão Fundação Oswaldo
Cruz mostram que quase 3% da população já fez uso de opioides. Desse modo,
evidencia-se o crescente número de pessoas envolvidas com a problemática, sendo
função do governo amenizar a aplicação de sedativos na sociedade.
Além disso, é notório a facilidade que parcela da população possui para adquirir
os analgésicos, de forma que os opioides são vendidos, muitas vezes, sem
prescrição médica, proporcionando o rápido é fácil acesso ao produto. Consoante
a isso, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, retrata em sua obra
“modernidade líquida” a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira em que
as pessoas transformam seus estilos de vida. Sendo assim, fica claro que o
acelerado ritmo de compra e venda dos entorpecentes é um dos principais fatores
que influenciam os jovens a adquirirem o hábito contínuo do uso, ignorando os
diversos efeitos colaterais negativos para a saúde pessoal.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a conter o
aumento da utilização de comprimidos pela civilização. Por conseguinte, cabe ao
Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, realizar campanhas e
palestras, para crianças e adultos, por meio de especialistas no assunto, a fim de
mostrar para o corpo social os distúrbios que a utilização em excesso e sem
necessidade podem ocasionar. Somente assim, haverá um caminho traçado para
uma sociedade emancipada.