O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 10/11/2022
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da garantia do bem estar social, no Brasil, por meio do combate ao uso indiscriminado de opioides, verifica-se uma lacuna que precisa ser corrigida. Nessas circunstâncias, tornam-se evidentes como causadores do problema a ineficiência governamental e o silenciamento midiático.
A princípio, identifica-se que a ineficiência da política pública de acesso à cidadania no Brasil, por meio do combate ao uso indiscriminado de analgésicos, é um dos desafios que precisam ser superados. Acerca disso, segundo a FIOCRUZ, 4,18 % dos brasileiros usam opioides sem consultar os médico e, muitas vezes, de forma recreativa. Isso ocorre pois, de um lado, há uma facilidade no acesso a tais drogas (devido à falta de fiscalização) e, do outro, não há uma política de desestimulo à dependência química no país. Logo, o Estado falha em garantir a segurança do seu povo.
Outrossim, o silenciamento da grande mídia tem contribuído para a consolidação da epidemia dos analgésicos. Nessa ótica, conforme o sociólogo Bourdieu, o que foi criado como um instrumento de democratização, não deveria ser convertido em um mecanismo de opressão. Por conseguinte, pode-se considerar que a mídia, em vez de promover campanhas que combatam o abuso dessas drogas, contribuem para essa mazela (devido ao seu silenciamento). Diante disso, é necessário que a mídia exija do Poder Público o endurecimento da política de combate à essas substâncias. Logo, é oportuno abolir esse status quo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se contrapor a esse algoz. Para tal, é considerável que o governo, recorrendo ao Ministério da Saúde, desenvolva políticas de combate à cultura da automedicação. Tais ações devem ocorrer nas mídias, por meio da produção de vídeos conscientizadores a respeito dos efeitos negativos do uso indevido dos analgésicos. Isso pode ser feito, através de entrevistas com profissionais da saúde, visando coibir o uso e conscientizar a população. Feito isso, a população irá usufruir de uma plena democracia.