O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 20/11/2022
A substância mais comum de opióide é o ópio, que é extraído dos fios da papoula. A substância tem uma ação analgésica, sedativa e estimulante.
Lançada em 2018, a série “Euphoria” chocou o público ao mostrar os efeitos negativos que as drogas podem causar na vida do usuário e de todos à sua volta. Infelizmente, no Brasil, tornou-se muito comum o uso de opióides entre os anos 1990 e 2000. Muita gente começou a usá-lo para adormecer, para combater a dor de dente ou de uma cólica menstrual.
Em 2019, uma pesquisa da Fiocruz mostrou que 4,4 milhões de brasileiros já fizeram uso ilegal de algum opiáceo —ou 2,9% da população.
A soma de uso do ópio e o abuso por parte da população em geral, acabaram por causar uma epidemia no país. Estima-se que cerca de um milhão de pessoas tenham sido contaminadas, atraindo-se vários problemas para a saúde pública como danos cerebrais e depressão psicológica.
Na avaliação de médicos, o consumo desses fármacos aumentou na pandemia de Covid-19.
Para a anestesiologista Silvia Tahamtani, especialista em dor e em cuidados paliativos do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), falta conhecimento médico sobre o controle da dor. “São duas coisas que a gente tem que lidar: a opiofobia, o medo de prescrever opióide e o paciente ficar viciado, e a opioignorância, a pessoa que não saber fazer uso adequado daquela medicação”.
Outra tática dos pacientes é ir em vários médicos, relatando que perderam a receita ou dizendo que nunca tomaram o medicamento.
“Ele troca de médico para que não perceba que a quantidade consumida é exagerada”, disse o médico psiquiatra Valber Dias Pinto.
Para acabar com a dependência desse tipo de droga, se faz necessário, muitas vezes, a internação do dependente para o seu devido tratamento. Isto é, existe um grande risco de morte, se o próprio indivíduo para seu consumo de forma abrupta e isolada.