O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 25/02/2023

A Guerra do Ópio, travada entre China e Reino Unido em meados do século XIX, introduziu no cenário global uma substância de uso abrangente no contexto atual. Inicialmente comercializado de maneira ilegal pelos ingleses, o ópio, derivado da papoula era utilizado como forte alucinógeno, e, com o desenvolvimento da tecnologia passou a ser utilizado legalmente como analgésico, no entanto, posteriormente iniciou-se um uso indevido dessa substância. Tal utilização provoca inúmeras chagas, como a comercialização ilícita e a dependência dos cidadãos nesse fármaco.

Em primeiro lugar, é importante analisar a comercialização dos derivados da papoula. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2018, 76% das mortes relacionadas ao uso de drogas no Brasil foram causadas pelo consumo indevido dos opiáceos. Nesse contexto, um composto químico, que tem por finalidade o tratamento de dores intensas, podendo ser utilizado apenas com prescrição médica, está sendo comercializado e consumido de forma descontrolada e ilícita, a ponto de se tornar o maior agente causador de mortes em uma pesquisa. Sendo assim, se torna evidente a importância do controle governamental na disseminação dessas substâncias.

Em segundo lugar, é essencial citar, que as substâncias vindas da papoula são potenciais causadoras de dependência em quem as consome. Nessa perspectiva, existem, como principais drogas não medicamentosas, o pó de ópio, como citado anteriormente, que causou tamanha crise a ponto de gerar uma guerra e a heroína, derivada da morfina, um potente analgésico. Portanto, fica evidente a frase “O homem é lobo do homem”, dita por Thomas Robbes, pois mesmo sabendo de todas as implicações negativas, os indivíduos mantém n consumo ilegal e descontrolado de tal substância.

Logo, é impossível não notar a necessidade de reverter esse cenário de ilicitude causado pela ausência de maior rigidez no controle da circulação dos opioides. Para tal, cabe ao Governo Federal, por meio da Anvisa, aumentar o controle da comercialização desses fármacos e trabalhar juntamente à Polícia Federal na fiscalização do tráfico, a fim de preservar a saúde do povo brasileiro. Somente assim a explosão no número de mortes será contornada.