O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 28/02/2023
Na obra “O cidadão de papel”, o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein relata que, apesar de o país apresentar importantes conjunturas de leis, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Diante disso, a conjunção dessa análise inclui-se no Brasil atual, haja vista que, apesar de ser um direito garantido, o uso de opioides no Brasil não se encontra concretizado. Esse cenário fatídico ocorre não só em circunstância do uso para se manter extasiado, mas também devido ao uso indiscriminado dessas substâncias.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que alguns opioides são usados para tratar doenças, porém com seu indevido, pode gerar dependência. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, uma quantitativa de 4,4 milhões de brasileiros já abusaram dessas substâncias de forma negativa. Para Durkeim, a função do Estado é garantir e gerenciar as questões da coletividade e bem-estar, assim, fica claro que a prescrição inapropriada pode gerar a errônea sensação de bem-estar.
Ademais, é competente ressaltar o uso indiscriminado como um provedor do problema. Partindo desse pressuposto, o número de usuários de opiáceos é maior que os usufrutuários de crack. Além disso, o progresso de pacientes dependentes têm gerado bastante preocupação, gerando temores de que o Brasil pode sofrer uma epidemia com o abuso de tais elementos. Tudo isso retarda a resolução do obstáculo, já que a inadequação contribui para a perpetuação desse quadro.
Portanto, é mister que o Ministério da Saúde tome prudência para amenizar o quadro atual. Para a saúde mental do Brasil, urge que o Governo Federal crie por meio de fundos e propagandas, um aplicativo que alerte e conscientize os grupos que cometem tais ações. O programa vai alertar o quanto esses alucinógenos fazem danos mentais e que pode levar até a morte. Somente assim, com a junção de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.