O aumento no uso de opioides no Brasil
Enviada em 23/03/2023
Ao se tratar de saúde, é importante visar não só a beneficência para com o paciente, como também a não maleficência. No Brasil, o aumento no uso de opioides tem sido um fator agravante no que tange à dependência química dentre os cidadãos, a princípio os que sofrem diariamente com dor crônica. Tal alogia se dá pela prescrição inadequada do medicamento e baixa prestação de suporte por parte dos orgãos públicos de saúde em relação a pessoas que sofrem com dor. É indispensável discutir acerca de um meio intervencionista a fim de sanar esta situação.
Por analogia, o especialista em saúde pública, Hélder Martins, cita que “a saúde é um problema político, principalmente no que se refere a medicina preventiva”. Quer isto dizer que é dever dos orgãos governamentais de saúde prever e disponibilizar opções de tratamento que sejam eficazes na intervenção da dor e que não venham a interferir no bem estar do paciente, nem a curto e nem a longo prazo, isto é, prevenir de problemas futuros.
Somado a isso, há a prescrição inadequada dos opioides por parte de “profissionais” da saúde que na maioria das vezes não demonstram preocupação em tratar o paciente em si, mas somente o problema. Esse tipo de ação pode gerar outras complicações patológicas no quadro de saúde do enfermo, e como mencionado anteriormente, é preciso promover a beneficência tanto quanto a não maleficência do paciente.
Portanto, com base no que foi discorrido ao longo das informações,
compreende-se que a problemática apresentada é um problema de saúde pública. Logo, cabe ao governo a disponibilização de um orçamento para os orgãos públicos da saúde investirem na construção de mais clínicas do tratamento da dor, com médicos especialistas na medicina intervencionista da dor. Visando oferecer à população uma alternativa eficaz e preventiva para saúde. Dessa maneira, haverá uma redução no índice de abuso de opioides e na melhor das condições um fim definitivo.