O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 27/07/2023

A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia brasileira no poder jurídico - assegura que todos têm direito à saúde perante à lei. Sob essa ótica, é notório que a carta magna não é totalmente seguida, visto que ainda há desafios para controlar o aumento no uso de opioides (fármacos para tratar dor que causa dependência) no Brasil. Dessa forma, não só há a negligência da venda desses remédios, como também há a falta de informação sobre seu uso contínuo e inadequado.

Diante desse cenário, é notório que a displicência do comércio de opioides não é regulamentado de forma correta pelo Estado. Dessa forma, pode-se notar que no ano de 1839 houve a “Guerra do ópio”, na qual a China foi obrigada a abrir seus portos (por perder a guerra) para a venda de drogas britânicas, devido ao lucro. Nesse sentido, nessa época, o Estado inglês visava o ganho pela dependência dos chineses sem o governo chinês poder fazer nada. Em oposição, o Brasil pode fazer algo para conter o aumento do consumo desse medicamento como, intervir, regulamentar e fiscalizar para limitar seu consumo na população. Nesse viés, infelizmente, por haver uma negligência por parte do Estado e a dependência da população cada vez mais crescente.

Ademais, convém ressaltar que a falta de informação pela sociedade aumenta o uso de opioides no Brasil. Segundo o médico de XVI Paracelso, “A diferença do remédio para o veneno é a dose”. Desse modo, a escassez de conhecimento sobre o uso inadequado do fármaco, além da dependência, pode levar a uma overdose por dose irregular, são remédios que necessitam de acompanhamento e explicações médicas dos efeitos que ele pode causar no corpo para o paciente. Nesse contexto, infelizmente, mesmo após avanços na tecnologia, que mantém as informações mais rápidas, ainda há o crescente número de falta de conhecimento de alguns assuntos.

Logo, necessita-se discutir sobre o aumento o uso de opioides. Com isso, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Saúde, estimule ações para levar mais informações, por meio de debates públicos que passará na mídia (TV, rádio e mídias sociais) e palestras nas instituições de ensino, a fim de evitar o consumo desses fármacos. Somente assim, essa problemática poderá ser minimizada.